30.6.10

Mau humorada, eu?!

no último sábado, fomos, xuxu e eu, assistir no teatro goiânia ouro "o pásssaro do bico de ferro". a encenação foi inspirada no livro de poesias homônimo de maria luísa ribeiro, numa mistura, inteligente por sinal, de estréia teatral e lançamento literário. a peça foi encenada por dois amigos meus e dirigido por um terceiro. havia também um outro ator em cena, mas este eu não conheço. 

deveria ter lido a sinopse antes, pois assim teria entendido (um pouquinho mais) a peça que foi toda encenada nos moldes do teatro tremelique (ou teatro físico para os etendidos do metiê), que eu, particularmente, não gosto. gostei do texto. penso em até comprar o livro e dá-lo de presente para o xuxu, pois não gosto de poesia, mas ele gosta. aliás, eu não gosto de muita coisa e esta é a questão a ser abordada neste post. observei minhas publicações neste blerg e, das oito últimas, sete (SETE!) eram para reclamar de alguma coisa ou de alguém. para você que ainda duvida do meu desgosto generalizado, eis a frase que mais gostei no "pássaro do bico de ferro":

"meu coração é um caldeirão amargo que cozinha pedras"
maria luísa ribeiro


a foto do gatinho é só para abrandar meu azedume.

nos últimos tempos, (quase) tudo me irrita. a pior das constatações é que essa irritação constante não se deve a uma tpm intermitente. eu tenho estado neste estado há tanto tempo, que acredito que o mau humor se tornou um traço da minha personalidade. acordo de mau humor e vou dormir com ele. até sorrio de mau humor só para azeitar relações interpessoais e não perder amigos, parentes, namorado, dignidade... não sei porque acontece, só sei que é assim e ponto! vou parar por aqui porque esse post está começando a me irritar.

26.6.10

E agora, Lady?


passei no concurso da agecom em terceiro lugar. antes que você me congratule pela bela posição alcançada, devo lembrar que, para o cargo ao qual concorria, haviam apenas nove inscritos. ainda há um revés: eu não preencho todos os requisitos exigidos pelo edital. não sou radialista com diploma universitário, sou publicitária com diploma universitário. porém, devido a uma brecha na lei, existe a possibilidade de eu ser efetivada na função de roteirista de intervalo comercial da agecom.

não quero encher sua cabeça com esses detalhes jurídicos, pois a minha já dói só de pensar neles. deixarei isso para minha mãe que é advogada e está muito interessada em que eu consiga esse emprego para que ela pare de sustentar uma filha artista/vagabunda.

então, eu estou feliz por ter passado no concurso. minha vaidade intelectual agradece (apesar de ter sido com tão pouca concorrência e em último lugar). mas estou triste porque a vaga não é minha ainda, pois existem esses perrenguem legais a serem superados. mas estou feliz por existir a possibilidade de eu trabalhar com publicidade para o resto da vida num cargo público. mas estou triste por existir a possibilidade de eu trabalhar com publicidade para o resto da vida num cargo público. pois é: é confuso, mas todos têm direito ao contraditório. talvez você me entenda melhor se ler algo que postei anteriormente a respeito de ser uma funcionária pública no post eu tinha um sonho.


23.6.10

Impotência

é duro ouvir de alguém que vc gosta: "oito pms me espancaram noite passada enquanto eu estava algemado na rua".

Eu ODEIO Copa do Mundo (2)

já disse isso antes por aqui e no orkut. dia 20, foi a vez de dizê-lo no jornal:

veja matéria no dm online

no domingo, me vi obrigada a participar de um churrasco com a tv ligada no quintal e sintonizada no jogo do brasil contra não sei quem. felizmente, não era a voz do galvão bueno que saía das caixinhas de som do aparelho. depois do jogo, fui com amigos vender cerveja no vaca brava que estava lotado de gente bêbada, babando verde-amarelo. meu amigo que estava com a camiseta da argentina teve medo de apanhar e achou melhor permanecer sem camisa. fiquei gritando "melhor do que 2x1 é cerveja a 2,50". só depois descobri que o placar era 3x1. em minha defesa, eu estava bêbada.

22.6.10

É Suindara e só

A/C
Fred Leão,
Yuri Lopes e
Marcellus Araújo

Dei uma entrevista para o DM Revista para a matéria "Manias que vêm do amor" de 12 de junho, que foi escrita pelo meu amigo jornalista Marcellus. Pedi para que meu nome fosse publicado como SUINDARA, sem sobrenome mesmo, pois sou atriz e este é meu nome artístico registrado no Sated GO (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de Goiás). Publicaram meu nome seguido do sobrenome. Pensei se tratar apenas de um deslise e relevei.

Em outra entrevista para a matéria "Ódio pela copa" de 20 de junho, dada ao mesmo jornalista, pedi, mais uma vez, que meu nome fosse publicado como SUINDARA, a forma como sou conhecida no meio artístico goiano. Na ocasião da entrevista, Marcellus me avisou que não seria possível, pois os editores não aceitam pessoas sem sobrenome dando entrevista pro DM. Meu nome saiu errado de novo no seu jornal.

Hoje, conversei com a jornalista Lorena (para infelicidade de alguns, ela não me deu seu sobrenome e eu não achei importante perguntar) responsável pela sessão Roteiro do DM Revista e me preocupo como meu nome será publicado. Por isso, de hoje em diante, se for publicado algo sobre mim, peço aos editores do DM que permitam que o jornalista responsável publique meu nome na forma pela qual sou conhecida nos palcos e como está registrado no Sated: SUINDARA. Sem sobrenome. Somente. Só isso. Mais nada. Ah, e pode ser só com a primeira letra em maiúsculo (coloquei tudo em caixa alta só para dar ênfase).

Sei que não é o usual, que, na universidade, a gente aprende que se deve publicar sempre o nome e o sobrenome dos entrevistados, mas não se aprende tudo que se deve na faculdade. Por este e muitos outros motivos o STF derrubou a obrigatoriedade do diploma. Meu caso de nome sem sobrenome seria como o da Madonna, da Shakira, da Cher e, a não ser que "mãe de Jesus" seja um sobrenome, o de Maria também.

Desde já, agradeço.
Suindara (e só)

minha foto na carteirinha do Sated 
(é claro q só tem a minha cara na carteira - o resto foi censurado por mim mesma)

18.6.10

Caim e Abel (versão feminina)

sempre que minha mãe manda minha irmã fazer algo, esta última tenta me arrastar para o buraco com ela. isso realmente piora quando minha irmã está de mau humor. se minha mãe está fazendo doce no fogão e pede para minha irmã continuar mexendo a fervura enquanto atende um telefone, minha irmã me grita para que eu vá correndo abanar a cara dela para que seu o suor não pingue na panela. é irritante.

hoje minha mãe chamou minha irmã para ajudá-la a levar para seu novo lar um gato hóspede que estava aqui em casa. minha irmã estava de mau humor - uma constante no último mês. então ela me pediu que, não, na verdade, mandou eu levar umas coisas para o carro. como isso é irritante, fiquei de mau humor também. pois é, mau humor é contagiante. respondi que não dava porque operei meu pé e ele continua doendo para ficar andando para lá e para cá sem uma boa razão para isso. a irmã respondeu meio torto, respondi a altura e minha mãe entrou no meio me dizendo:

- a partir de agora, você responde apenas quando for chamada, ouviu?

não disse nada só para ser sarcástica.

17.6.10

Eu ODEIO Copa do Mundo

não gosto de futebol. se não morasse em um país que se fala tanto de futebol, essa modalidade esportiva me seria indiferente, mas eu moro no brasil e a invenção inglesa envolve muita gente, muito dinheiro, muita treta de torcida organizada e ascende muito jogador pobre. em épocas normais, esse tópico consome uma boa parte das conversinhas e dos noticiários, apesar de existirem programas jornalísticos dedicados exclusivamente a matérias esportivas (principalmente futebolísticas) e que geralmente passam logo após os noticiários. acho o jogo chato, a narração irritante, os comentários dos jogadores dispensáveis e as metáforas esportivas usadas no jornalismo tão sofríveis quanto pueris. a narração merece um pequeno parágrafo.

galvão bueno. a voz deste homem, assim como a voz do faustão e o funk carioca, estão no nível 11 na minha escala de 0 a 10 daquilo que me irrita. bem, na verdade, o faustão e o funk carioca estão no nível 10 mesmo - galvão me incomoda mais.


normalmente, não dou a mínima para esse esporte e, quando esse assunto surge numa conversinha ou na tv, começo a pensar em gatinhos e como eles são fofos. porém, a cada quatro anos, um tsunami verde-amarelo toma conta do país e leva todos os brasileiros, gostando ou não, num turbilhão de bandeiras nacionais mal-feitas, faltando estrela e com o ordem e progresso escrito em preto. tudo no país começa a girar em cima dessa maldita criação da fifa. é impossível viver no brasil sem ter uma enxurrada de informações inúteis sobre TODOS os detalhes da copa enfiados goela abaixo, vindos da tv, do rádio, da revista, da boca do vizinho. até os meus gatos começam a soltar gases fazendo som de vuvuzela - só não sei se este último é alucinação ou verdade.

- BRRRRRRRRRASIL, SIL, SIL!!!

decidi que, neste ano, durante os jogos da seleção, faria algo diferente de ficar xingando no quarto para tentar abafar o som dos foguetes e das tvs sintonizadas na voz do galvão bueno. peguei o carro da mamis, soquei o xuxu dentro e, com um casal de amigos, saímos pela cidade a procura de algo menos pseudo-nacionalista para se fazer. antes do jogo, foi aquele frenesi de gente, bicicleta, moto, carro, ônibus, canarinho correndo para chegar ao seu destino antes do hino nacional começar (que geralmente é cantado assim: ouviram do ipiranga às margens plácidas / blá bláá blá bláá blá-blá-bába retumbante). depois do início do jogo, ninguém nas ruas. apenas o som irritante das tvs sintonizadas na voz do galvão bueno ecoando.

will smith sem ter o que fazer em frente à pastelaria da 84, durante o primeiro jogo da seleção 
(note que o motorista daquele carro estacionou de qualquer jeito só para chegar antes do hino começar)

rodamos um pouco e acabamos na praça de alimentação do shopping bougainville não vendo o jogo, bebendo um chopp, comendo petiscos e ainda ouvindo o som irritante das tvs sintonizadas na voz do galvão bueno. nos enxemos daquilo tudo e saímos novamente pelas ruas de goiânia tentando fujir da copa do mundo. sem ter muito o que fazer, no finzinho do jogo paramos no habbib's da praça tamandaré para tomar um chopp e comer mais petiscos.
pensa que ficamos livres da voz do galvão bueno quando acabou a partida? NÃO! coladinha na transmissão ao vivo, começou aquela bobagem televisiva de comentários de especialistas, comentaristas, desportistas e outros istas com direito a show do latino comandando a torcida bêbada em sampa. na distribuidora de bebidas ao lado do habbib's, saltaram de três carros torcedores pririguetes que seguiram comemorando a vitória do brasil-sil-sil ao som de um funk carioca no talo e bundinhas abaixadas até o chão.

nos enxemos daquela bobagem e cada um seguiu frustrado para sua casa. chegando ao meu lar, meus vizinhos comemoravam a vitória do brasil-sil-sil ao som de briguinhas de família e duplas sertanejas melosas até quase a meia-noite. como diria o senhor omar de todo mundo odeia o chris: trágico, trágico!

will smith observando os vizinhos bêbados e se perguntando se aquilo nunca vai acabar

10.6.10

Bom dia?!

eu não acordo de bom humor. isto é um fato. não consigo me levantar pulando da cama e sair cantarolando para o banheiro para uma chuverada revigorante. independente do horário em que acordo, sempre saio da cama em marcha lenta, escorrendo em direção aos chinelos, esquentando as válvulas lentamente e dando inúmeras partidas nos neurônios até que eles finalmente resolvam pegar no tranco.


minha mãe e minha irmã acham que isto é um defeito grave. na opinião delas, devo me esforçar para mudar esse comportamento prejudicial a minha saúde mental. elas acham que acordar de mau humor é um sintoma da minha depressão e que forçar uma cara feliz e soltar um vigoroso "bom dia!" pela manhã ajuda na minha luta contra minha melancolia crônica. felizmente para mim e infelizmente para elas, acordar de cara feia não tem nada a ver com a depressão. como prova científica, tenho esta teoria do garfield:

"se as pessoas fossem feitas para saltar da cama, todos nós dormiríamos em torradeiras"

não sou como uma tia minha que acha que ouvir um "bom dia" ao acordar beira o insulto. mas não vou lutar contra minha natureza e distribuir sorrisos forçados pela manhã, ao mesmo tempo em que tento fazer meu cérebro funcionar. no máximo, posso responder um "bom dia por quê?".

21.5.10

Engraçadíssimo


vi isso estampando uma camiseta na hocus pocus. se estivesse dirigindo, bateria o carro de tanto rir.

14.5.10

Eu tinha um sonho

não, você não leu errado. a frase original proferida pelo senhor king é "eu tenho um sonho". a minha traz a expressão "tinha" do verbo "não tenho mais". é o seguinte: ou eu ganho na mega sena, ou... ou nada! se eu quiser seguir essa carreira de atriz - e olha que já tenho o famigerado registro profissional em carteira de trabalho, tenho que ter uma segunda fonte estável de renda. o problema é que, para atingir essa estabilidade, ou eu ganho na mega sena, ou eu me engedro pela carreira de funcionário público e, se escolher a segunda opção, não terei tempo de me dedicar à carreira de atriz. isso, logicamente, me leva à primeira opção: ganhar na mega sena. e não é que eu não tente. jogo com uma certa regularidade os mesmos números, mas minhas perspectivas de retorno são ínfimas para não dizer microscópicas.


estas conclusões pessimistas são uma confluência de inferno astral, tensão pré-menstrual, subrremuneração e urgência para deixar de pagar aluguel. enquanto o inferno astral não passa de um estímulo social para a reflexão anual por acasião do aniversário, a tpm é um erro da natureza que muitos dizem ser perfeita (uma perfeita gambiarra se você quer minha opinião).

assim, como meu inferno astral 2010 coincidiu com minha tpm mensal, minha conclusão só poderia ser parar de sonhar e me esborrachar na real. minha atual posição profissional também ajudou na queda. em quatro semanas de trabalho artístico, ganhei R$ 175,00. releve-se que ainda me recupero de uma cirurgia no pé esquerdo - o que limita muito como atriz, mas, mesmo se ganhar o dobro disso, não terei dinheiro nem para comprar ração pros meus gatos.


aos 33, cristo já tinha salvado toda a humanidade. está certo que ele se deu muito mal por causa disso, mas, pelo menos, agradou ao pai dele. para mim, é meio tarde. além de ter alcançado a idade de cristo no início deste mês sem realizar nada de grandioso ou medíocre, é impossível agradar meu pai agora, uma vez que ele está morto, enterrado e se decompomdo.

por enquanto, continuo tentando a primeira opção:

4.5.10

Se já me assombrava em vida...

morreu no dia 14 de abril petrus t. ratajczyk, também conhecido como peter steele, o vocalista da banda type o negative.


o cara me metia medo. além de ter dois metros de altura e uma cara de vampiro, tinha uma voz infragrave e tocava baixo acústico como se fosse violãozinho. ele era muito sexy, mas, se me chamasse para uns amassos no backstage, certamente eu correria de medo e me esconderia atrás de um banheiro químico. com ele, só nos meus sonhos e, ainda assim, teria que estar dormindo com a luz acesa.



o bonitão foi capa da revista americana playgirl que publicou um conteúdo bastante explícito, mas com algumas fotos vampirescas e mais sensuais. algo que notei, analisando essas fotos é que, ao contrário do baixo acústico que parece pequeno nas mãos de steele, o instrumento do rapaz é bastante proporcional ao seu tamanho. veja nesta foto que farei a cortesia de não publicar, pois essa imagem pode ofender os olhos menos acostumados.


lembre-se que o homem tinha dois metros de altura e mãos enormes. não tenho razão em dormir com a luz acesa depois de sonhar com ele?

28.4.10

De volta à escola

acho que preciso urgentemente voltar a fazer alguma atividade intelectual. acabei de discutir a filosofia do belo numa comunidade de corsets no orkut.

também acho que este post ficou muito pequeno. vou colocá-lo no twitter e inserir uma imagem aqui só para esse post ficar maior.

25.4.10

Tic-tac Tic-tac Tic-tac


chega de enzonar* na internet! o tempo está passsando, a hora de ensaiar para a quinta gozada (vide tópico anterior) está chegando e eu TENHO que escrever e decorar o texto da dèsirèe adorno rizzo - uma socialite goiana em busca de doações para manter seu caro estilo de vida ameaçado pela crise internacional.


ai, que preguiçaaaaaa...

*tive que olhar no dicionário para saber como se escreve essa palavra

23.4.10

Quinta Gozada

desculpa a demora ao escrever por aqui. além de problemas técnicos com o pczão, resolvi consertar a patinha e agora ela tá difucultando minha vida (tenho que usar muletas). até o dia 19 de maio, não posso colocar o pé no chão. depois ainda tem a recuperação e sabe-se lá quando voltarei a correr de ladrão pela avenida goiás novamente.





agora não acordo mais com o pé esquerdo. cinco semanas com o pezinho para cima pra recuperar da cirurgia que fiz para corrigir um erro da natureza.



MAS, mesmo com a patinha avariada, a partir da quinta-feira da semana que vem, estarei no cevada cervejaria que fica atrás do colégio marista, me apresentando na:


pois é. meu amigo e colega de trampo de vagabundo (leia-se ator), robson parente, me convidou para criar quadros engraçados e atuar em roca de d$nd$n (leia-se dindin). os dois primeiros quadros serão uma adaptação de um texto do fernando sabino e outro que terei que criar sobre uma socialite que vai ao bar pedir doações para as futilidades dela.

como sempre, pois a tendência é não negar minha natureza, fiquei mimimi, não vou conseguir decorar nada porque levei choque na cabeça, mimimi, escrever, então, será pior ainda porque faz tempo que não escrevo, mimimi, vai ficar sem graça porque sou pessimista, mimimi o caralho!!! éa! o ca-rá-le-o! mandei minhas caraminholas às favas (alguém sabe o significado disso?), adaptei o texto do sabino e já decorei-o-ô. agora só falta um mimimi para superar que é o medo de escrever o quadro. tenho até segunda para fazer isso, pois é quando ensaio.

25.3.10

O lado negativo das coisas

dizem que o não é sempre um trauma e que nos ter coisas negadas nos frustam. felizmente, isso não acontece quando se trata de um teste de hiv. pois é, eu fiz o meu essa semana. quando pedi para fazer o exame, ou quando tirei o sangue no laboratório*, nem mesmo enquanto esperava o dia de pegar o resultado, me preocupei muito com as implicações de um possível positivo. a coisa pesou mesmo enquanto eu esperava pdf do laudo médico carregar na tela do meu pc. isso mesmo: meu laboratório é chic e fornece resultados pela internet, mas deixe de devaneios, porque esta não é a questão! a coisa é que, naqueles minutos em que a página era carregada (minha internet rápida é meio lenta), durante aquele tempo entre o positivo e negativo, 50% de chance para cada um, todas as implicações de um possível resultado desfavorável me abateram incoscientemente. comecei a tremer e minha cabeça doeu. fiquei tão nervosa que foi difícil achar naquela página cheia de letras a palavra negativo ou positivo. deu "amostra não reagente para hiv 1 e 2". além de mim, algumas pessoas ficaram particularmente aliviadas com o resultado. meu xuxu foi uma delas. quanto às outras, só respondo quem são em juízo.

*sim, paroxítonas terminadas em ditongo crescente continuam sendo acentuadas.


deu negativo, sacou?

20.3.10

E eu estava pensando em comprar só o cd...

okie dokie!!!

tema do dia: rammstein, a banda que, cada vez mais, me surpreende.

meus amigos, minhas amigas, acrescente este ítem à sua lista de presentes de páscoa, aniversário ou do dia das mães. dia das mulheres não dá porque já passou e de natal também não porque está muito longe. está à venda, no site da banda alemã rammstein, nada menos do que uma caixa com o novo álbum "leibe ist fur alle da", um cd bonus, algemas (isso mesmo, você não leu errado), lubrificante e seis consolos. e ainda, para você não se entediar, são seis consolos em tamanhos e formatos diferentes. o site não fala se cada um dos consolos são ou não inspirados/moldados nos seis integrantes da banda. uma informação a ser descoberta por você, internauta pilhado de cocaína num sábado à noite, depois de levar um bolo daqueles (e olha que você ficou de levar o pó).


este mimo sai por apenas 199,00 euros. ah, e não se esqueça: pode ser um ótimo presente para os dias do namorados.

se quiser comprar um para mim, não faço objeções, mas, se você for muito acanhado para me dar essa delícia pessoalmente, pode me mandar pelo correio. lady sepulcro agradece.

linkezinho: http://www.rammsteinshop.de/catalog/product_info.php?products_id=613&RSshopCsid=2b80ce2aa2b8c435451cefc179cec634
linkezinho2: http://www.youtube.com/watch?v=DAGmHCuJUZc

18.3.10

me sento e fuço no computador (assim no presente do indicativo mesmo). a gatinha hóspede aqui em casa se senta no chão e começa a fazer barulhinhos pru-um, olhando para mim. gatos são assim: olham nos olhos e analisam nossas feições sem o medo subimisso-canino. eu a entendo: ela também está entediada.

orelha direita rasgada, olhar amarelo e pru-um... tadinha: perdeu muito sangue na cirurgia de castração. quem me dera poder fazer uma também. fui a uma ginecologista e ela deixou escapar: os urologistas fazem vasectomia a pedido do cliente mesmo se eles não tiverem tido um único descendente, mas os ginecologistas só fazem laqueadura em mulheres sem filhos com autorização do conselho regional de medicina.
pru-um... anda para lá, olha debaixo da porta: barulhos estranhos vêm da área de serviço.

a lei federal 9263, de 1996, é clara: o cidadão OU cidadã tem direito à vasectomia OU laqueadura se tiver mais que 25 anos OU dois filhos. na prática, para eu fazer essa cirurgia, eu preciso do aval do conselho regional de medicina. meu xuxu pode ir ali na esquina e se castrar sem que ninguém se meta. eu preciso que o crm-go me tente convencer a parir alguns bebês antes de tomar uma decisão tão "drástica" e "definitiva".

miau! grita o outro gatinho hóspede da minha casa ao pé da minha cadeira: o jeito é coloca-lo no colo. mas ele logo sobe para o encosto da cadeira e acaba se aninhando no meu ombro: prrrrrrrrrrr direto no canal auditivo. ele também foi castrado. assim que acabou a anestesia, ele saiu correndo com o escroto cheio de pontos minúsculos. já a gatinha passou umas boas horas se convalenscendo da cirurgia invasiva: ser fêmea é foda. pru-um: e acaba indo para o colo também.

12.3.10

Pessimista, eu?!

conversa no mesenger com o xuxu: (editada)

xuxu diz:
você sabe qual é a t-2 né?

lady sepulcro diz:
é depois da t-1, vindo do centro pra sua casa,  perpendicular à t-9, t-8, t-7 e t-6, a mesma avenida da simone magalhães, onde eu estudei dança por quatro anos? não sei direitinho, mas acho que é essa, não???

xuxu diz:
putz! é. passa a pracinha do neurológico, o primeiro sinal depois é a t-2.

lady sepulcro diz:
era essa referência que faltava...

xuxu diz:
aí você desce no ponto depois da t-2. blz?

lady sepulcro diz:
sim, desço na t-7, depois da t-2.


xuxu diz:
e leva o celular.

lady sepulcrodiz:

o meu ?

xuxu diz:
sim, o seu. LIGADO DE PREFERÊNCIA!

lady sepulcro diz:
ah, sim, estava esquecendo disso também.

xuxu diz:
tou com um mal presentimento...

lady sepulcro diz:
por quê?

xuxu diz:
acho que você vai descer no lugar errado.

lady sepulcro diz:
eu sei andar de onibus.

xuxu diz:
só num sabe onde são os pontos.

lady sepulcro diz:
não sou tão lerda assim...

xuxu diz:
ah, uma vez, lembra que combinamos no ponto do hospital da t-63, da rua da minha casa e você desceu três pontos antes?

lady sepulcro diz:
ai, ai, ai... mas eu não conheço a t-63 como eu conheço a t-7. eu erro às vezes, mas não precisa se preoucupar. acredita um pouquinho mais na minha inteligência, na minha noção de realidade, orientação espacial.

xuxu diz:
não é questão de inteligência. tem a ver com você ficar pulando no colchão e não prestar atenção nas coisas.

lady sepulcro diz:
ah, e se eu errar, eu ando até chegar no lugar combinado. não é o fim do mundo.

xuxu diz:
 não se você descer depois do ponto e andar pro outro lado. vai sair lá no biscoito duro, mas antes passa na casa do kechin, no novo horizonte, e toma uma aguinha.

lady sepulcro diz:
vai ser pessimista no fim do mundo! você tinha que ser consultor de negócios de risco.

xuxu diz:
veremos... depois a gente vai pro kuka. às 8:00 estou lá, de blaiser e cartola. bitocas.


lady sepulcro diz:

e eu vou de mullet. bitocas tb.


the end






6.3.10

Ainda daquele jeito

pois é. fim de semana filho da puta ou fds fdp. btf (boto fé).

estou sem trabalhar, portanto, para mim não teria que fazer muita diferença se é segunda ou sexta. porém, ainda sinto aquela vontade de sair sexta, sábado e domingo para encher a cara e fazer feiúra na rua. isso misturado a uma segunda vontade de ficar em casa sem tomar banho, usar desodorante ou conversar com meus convivas humanos e felinos.

ontem teve aniversario de uma amiga no bar do kuka. escolhi ficar em casa. hoje, tinha combinado de ir à casa do xuxu arrumar umas coisas para o site da banda dele. acabei ficando em casa por que ele estava fazendo outras coisas com um amigo dele. coisas de guitarra e música, seu mente suja! agora à noite, está vindo aquela vontade de me arrumar e sair, mas estou com uma preguiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii........................ amanhã marquei de ir tirar umas fotos na casa de um amigo. ainda bem que é lá pelas 5:00 da tarde, se fosse mais cedo meu compromisso já estaria seriamente comprometido e talvez ele tivesse que fotografar paredes.

no mais fico aqui vendo no youtube o video da mini lady gaga do sbt e o trailer q estrela algumas parentes minhas:

5.3.10

Inquietação

estou com saudades do tempo em que eu falava com meus amigos pelo mIRC, no canal #alternative, tinha uma banda, pesava 53 kg, meu pai era vivo, trabalhava, ganhava dinheiro, escrevia diariamente no meu blog, recebia comentarios e as paroxítonas terminadas em ditongo crescente eram acentuadas.
hoje, minha diversão é esperar pelo sábado, encher a cara no kuka e estourar o cartão de crédito que minha mãe paga. preciso dar um jeito nesse ócio. ah, suicidio, além de não ser mais acentuado, não é uma opção que oferece uma segunda chance. ser ateísta é foda.
e eu continuo acentuando alguma paraxítonas terminadas em ditongo crescente... será que isso mudou mesmo?

4.3.10

AAAAAAAAAAAAAAAAA

sentindo-se fisicamente mal?
com vontade de se matar e disposição para isso?
sem forças para se levantar do sofá?
não se preocupe: são apenas seus hormonios.
enxugue as lágrimas e racionalize, pois nenhum médico ou remédio poderá lhe ajudar.
tpm, a medicina não dá a mínima!

é incrível que eu me vire para meu psiquiatra e diga que, antes e durante meu período menstrual meus pensamentos suicidas aumentam significativamente e meu médico me diga que eu não preciso me preocupar porque a tpm se trata com antidepressivos que eu já tomo. horas, se eu pioro durante este periodo mesmo tomando remedios, obviamente, algo não está certo.
minha ginecologista tentou suspender minha menstruação para atenuar os sintomas. não deu certo, ela disse: que pena! você está entre os 7% não conseguem parar de menstruar. fazer o quê? quando mesmo você quer ter filhos?
ok. não deu certo? partamos para atitudes mais drásticas: que tal retirar os ovarios? nem pensar, dizem eles, fará mal para o seu corpo. bem, pergunto, suicídio não fazria mais mal para ele do que viver sem essas gônodas estúpidas? é só pensar um pouquinho:
suicidio...
menopausa...
suicidio...
menopausa é melhor, não é?

médicos estúpidos!

11.2.10

ABRE ASPAS

estava eu, terça-feira, descendo, à pé, a rua 7 do centro de goiânia, sendo deprimida, pensando em suicidio e coisas afins. passei pela lotérica na qual aposto os mesmos seis números repetidamente, pois sou obssessiva e deprimida, mas ainda tenho esperanças altamente improváveis de se realizarem. me sentido mal depois de ler a faixa um sortudo ganhou nesta lotérica 422.458,22 na loto fácil, achando que foi um premio muito chinfrim pra se ganhar, tendo em vista os milhões cheios de zerinhos felizes que espero ganhar quando jogo na mega-sena. PONTO E VÍRGULA. quando atravessei por um daqueles esquemas antirroubo coreografados entre um carro-forte e o banco do brasil, no qual seguranças pançudinhos dançam olhando para os lados e não vendo ninguém, carregam escopetas e bomboleiam para lá e para cá com sacolas supostamente cheias de grana. ABRE PARÊNTESIS. pelo que sei, podem carregar até papel higiênica nessas bolsas. quem teria coragem de pedir a um dos pancinhas para dar uma olhada dentro delas. PONTO DE INTERROGAÇÃO. FECHA PARÊNTESIS. PONTO. logo que passei por eles pensei, pois sou deprimida, que eu seria realmente sortuda se houvesse um assalto naquele exato momento e eu fosse ferida mortalmente por uma bala perdida, ironicamente disparada pela escopeta de um dos dançarinos do carro-forte. continuei descendo a rua 7 e imaginando a cena. confusão, correria e eu, atordoada, deitada no chão, sangue jorrando de uma arteria avariada. pensei no que pensaria no momento de agonia e me lembrei daqueles filmes nos quais um moribumdo escreve, com seu próprio sangue algo no chão TRACINHO geralmente o nome do protagonista que não tem nada a ver com aquela morte. me perguntei, o que será que eu escreveria na derradeira hora. PONTO DE INTERROGAÇÃO. continuei andando e imaginando quais seriam minhas últimas palavras TRACINHO talvez algo que fosse transcrito em meu túmulo. não queria nada melo-amoroso ou depressivo ou ainda uma mensagem idiota-genérica do tipo aproveitem a vida, tolos inúteis. PONTO DE EXCLAMAÇÃO. então decidi que minhas famosas últimas palavras deveriam ser engraçadas, até um pouco sem sentido para instigar especulações inúteis sobre o que realmente eu quis dizer com aquilo. infelizmente o que pude inventar até agora foi um miauuurrr. 3 X PONTO DE EXCLAMAÇÃO. e isso não algo tão engraçado. por enquanto, aceito sugestões. PONTO FINAL.
FECHA ASPAS

5.2.10

ontem assisti uns pedaços de billy elliot na tv a cabo. me lembrei dos meus 12 anos quando fazia aula de balé e eu e apenas mais duas estudantes no brasil inteiro tiramos nota máxima num teste da Royal Academy of Dance de Londres. outra vida que não vivi. poderia ter ido pra Londres, poderia ter entrado na quasar, mas não o fiz.

um dia antes, fui a uma colação de grau na ufg. outra vida que não vivi. poderia ter saído da faculdade de publicidade e propaganda e entrado numa agencia grande, mas não o fiz.

nem quero falar de quando tinha 17 anos e fiz um ensaio fotográfico com o rogerio mesquita, na época, o bambambam da fotografia de moda em goiânia. ele me convidou pra fazer o ensaio e depois marcou uma entrevista com diretora de casting da maior agência de modelos da época. minha mãe me fez chegar atrasada, eu grilei, nunca mais fui atrás e ainda culpei minha mãe. em parte era culpa dela porque ela grilou deu fazer o ensaio sem falar com ela e ficou dizendo q eu tinha q ir atrás das fotos e pega-las de volta. a questão é q "eu não o fiz"!

é isso: sou uma mulher frustrada. atirem as pedras quando quiserem. como diria o rammstein, "feuer frei"!

30.1.10

O glamour me fez fazer isso

acabei de ver a entrevista da lady gaga na oprah. como imaginei, ela, miss germanotta, não é burra, sabe o que faz, visual e musicalmente falando, e ainda diz que seu objetivo é chocar de uma forma positiva pra própria imagem. ela desenha e faz mtas das roupas e acessorios que usa e ainda faz a direção artística de seus shows. na minha opinião, ela deveria tomar uma cerveja e comer amendoim japoês no bougainville com o marilyn manson. só que ela mora em NY, ele em LA e o bougainville fica em GYN.

no mais, acho que o novo remedio está fazendo (algum) efeito: ansiosa demais pra ficar deprimida e deprimida demais pra fazer algo. o suicidio (ele novamente) parece uma boa solução quando se está neste estado. deve ser por isso que o indice de suicidios aumentam nas primeiras semanas de uso do prozac.

vontade de dançar música gótica.

p.s.: (surpresa: um post scriptum!) estou com essa frase título na cabeça porque as pessoas me perguntam o que me levou a pintar o cabelo de verde e a única coisa que me vem à cabeça é essa resposta.



p.s.2: ah, sim. a frase do glamour vem acompanhada de uma imagem: uma mulher passando uma facona no pescoço de outra só porque elas estavam usando a mesma roupa e o sangue q voa é purpurinado como naquele clipe:
http://www.youtube.com/watch?v=Dt0IlrQYOxM

18.12.09

Não se preocupe

recebi um cachê de 500,00 nesta semana. com a grana na carteira, mas devendo o cartão de crédito, fui dar um rolê pelos supermercados e shoppings de goiânia para comprar dois presentes de natal e um sapato branco. os presentes, eu queria comprar por causa do natal (dãrt!) e o sapato branco porque cansei de usar sapatos emprestados sempre DOIS números acima do meu para apresentações teatrais.

andei, andei, andei, peguei um monte de coisas nas prateleiras e devolvi. estava decidida a não gastar meu suado dinheirinho a toa. não achei o sapato. cheguei ao flamboyant faltando 35 minutos para fechar. olhei, olhei, comprei os presentes baratinhos e achei um sapato de R$ 60,00. decidi não compra-lo no shopping e procurar um mais barato no centro. fiquei andando à toa quando eu a vi. bem, na verdade, a revi. uma bota tanara de 200,00 paus. "na promoção" ainda disse o vendedor. me controlei e fui perambular pelo flamba até dar o horario de fechar.

voltando para onde estava estacionado o carro, passei pela loja e ela ainda estava aberta, apesar do horário oficial de fechamento já ter passado. malditos capitalistas! entrei na loja olhando a vitrine e, feito um zumbi, perguntei ao vendedor se ele tinha o número 37. o desgraçado tinha. experimentei o sapato por cima da calça, por baixo da calça, andei pela loja me namorando no espelho pensando o quanto ele era caro para mim. "o couro da bota tem um tratamento especial que o torna resistente a líquidos. pode derramar cerveja que é facil de limpar." "ok vou levar." e lá se foram R$ 190,00 do meu cachê (sim, eu pedi desconto por pagar a vista e com dinheiro).

foi irresistível. um sapato lindo combinado com uma boa lábia de vendedor. ele olhou minha cara e falou exatamente o que eu queria ouvir. aposto que, se eu fosse um padre querendo comprar aquela bota ele diria: "o couro da bota tem um tratamento especial que o torna resistente a líquidos. pode derramar vinho ou água benta que é facil de limpar."

21.10.09

Twiter

assim como a coca e a maconha, ainda não descobri qual é a onda dele. entro na minha conta do twiter e o que encontro? "meu mundo agora é do maçanzinha brilhante", ponto de exclamação. o quê, digo eu, ponto de exclamação três vezes!!! isso, por acaso, ajuda a alguma causa importante? é alguma emergencia ou ainda uma informação imprescindivel? "meu mundo agora é do maçanzinha brilhante" é sequer uma informação?

o twiter não é um triunfo da tecnologia e, muito menos da humanidade. essa ferramenta tecnológica é a prova cabal do triunfo da banalidade. justamente o contrário do que o criador da revista people pregou ser notícia: não é uma pessoa extraordinaria fazendo algo ordinario, nem uma pessoa ordinaria fazendo algo extraordinario. são pessoas insignificantes e irrelevantes, assim como vocês e eu, fazendo nada, dizendo coisas nada importantes e, na maioria das vezes decodificaveis apenas pelo próprio autor da frase de 140 caracteres.

extraordinario é os criadores do twitter conseguirem monetizar essa inutilidade pública.

minha frase de hoje no twiter: "invejo quem consegue monetizar as suas futilidades e as alheias."

19.10.09

Teatro Tremelique ou Teatro Físico

não gosto muito de teatro tremelique em que um ator faz a fala e outro fica tremendo e dando trela sem razão aparente. assim foi a peça macário da cia de teatro oops! que assisti nesta última quinta no teatro ouro.



chegamos cedo, xuxu e eu, e compramos duas inteiras por módicos R$20,00. subimos para antessala/bar do goiânia ouro e ficamos esperando as portas da sala de teatro se abrirem. demorou e quando, finalmente, resolvemos beber alguma coisa, as pessoas começaram a entrar. bebi minha coca zero gelada muito depressa e fiquei com a cara latejando.

mal entramos e, no meio da plateia, damos de cara com um ator dando trela, falando coisas ininteligiveis e se sacudindo todo. do lado do palco um carinha martirizava um baixo, tirando sons repetitivos (parecia que afinava infinitamente o instrumento) e, às vezes, legais. a peça começou e mais tremeliques se seguiram.

o texto era do álvares de azevedo e, portanto, bom. a tremeção só fez sentido para mim, quando o fausto goiano (pois os atores não conseguiram superar totalmente o sotaque) estava com frio por causa de uma janela aberta. estavam todos bem ensaiados e a interpretação me satisfez. no mais achei as masturbações e simulações de sexo fora do contexto e apelativas.

cenário, iluminação, figurino foram aceitaveis. a maquiagem poderia ser mais consistente. a taberneira foi chamada velha senhora, mas tinha cara de debutante. nada que um panqueique e um maquiador não resolvesse em dois tempos.
o fato de não haver microfones para os atores e o som da trilha ser toda amplificada dificultaran bastante o entendimento em algumas partes, principalmente quando os atores falavam virados para o fundo do palco.

o fim foi meio solto: o público não sabia exatamente se tinha acabado ou se tratava de mais uma pausa.

achei o espetáculo imaturo, mas isso também não é motivo de alarde, nada que o tempo e algumas rugas a mais na cara da cia oops! não curem.

30.9.09

Apelei no Orkut (de novo)

peguei o banquinho da minha sogra emprestado para usa-lo no show da banda do meu xuxu, durante uma performance minha. a mulher é baixinha e usa o móvel para alcançar os víveres e utensilios que ficam na parte mais alta do armario da cozinha. na passagem de som, a batera da banda me surrupiou o banquinho porque a bateria estava sem e eu usei uma cadeira que estava à mão. terminou o show do sangüínea (com trema e acento), e o banco da sogrinha teve que ficar no palco para que os outros bateristas pudessem tocar. pensei: ao fim dos shows, pego o banco de volta e o devolvo são e salvo à sogritta que me fez jurar que o devolveria são e salvo. enchi a cara de whisky, saí carregada do evento e esqueci o maldito banco.


desde segunda-feira, tenho colocado mensagens na comunidade do evento dirigidas aos organizadores para que entrassem em contato comigo e me orientassem no sentido de reaver o bem perdido. veja o que escrevi:

Banquinho da bateria
a bateria tava sem o banco e pegaram o banco da minha sogra q eu levei pra usar no show do sanguinea e eu esqueci de pegar devolta depois dos shows. ela tá fula pq é baixinha e usa o banquinho pra pegar coisas no armario da cozinha.
como posso pegar o banco de volta antes q ela me mate?



fui educada, fiz gracinha e não houve resposta. escrevi novamente:

:o
e o banquinho da bateria q é da minha sogra? como posso pega-lo de volta?



fenos secos voaram pela tela logo após essa fala. aí apelei:

Foi desonesto
é mta cara-de-pau alguém entrar sem pagar, justificando q a portaria tava uma bangunça, e ainda colocar a culpa na organização do evento.
pior q fala q saiu no lucro pq vendeu o ingresso lá fora e entrou de novo.
cadê a honestidade desse povo?! isso é similar ao roubo. assim o brasil não vai pra frente nem com o pré-sal.
qto ao meu banquinho usado na bateria, será q dá pra devolver?



como diria carrie bradshaw: i can't stop wonder: será que irei arrumar outra treta no orkut e ainda envolver o xuxu a a banda dele nessa merda por causa de um simples banquinho?!

29.9.09

O Requiem

"Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança." (Corintios 13-11)




bom, como ainda não me tornei um homem, acho que me continua sendo permitido fazer coisas de criança, como fingir que sou uma fada, encarnar dragões e me fantasiar de enfermeira.




sábado, a banda do meu xuxu (sangüínea - com trema e acento agudo) tocou num evento organizado por jogadores de um rpg. a temática era vampírica e fizeram um evento cheio de classe e elegância. confesso que tenho inveja do meu xuxu. a sua sorte é que, ao invés de tentar sabota-lo para ve-lo fracassar e, assim, aumentar artificialmente minha autoestima, tento me incluir nos projetos dele.

então, desta vez, o obriguei (ele pensa que foi apenas uma sugestão) a me incluir em sua apresentação musical sem cantar ou tocar um instrumento sequer. daí nasceu:

A ENFERMEIRA



criei um visual cênico, com hastes de hospital, jarros e tubos de sangue falso, além de máscaras que nada têm a ver com a gripe suina. durante o show do sangüínea, medi o pulso do baixista, segurei o guitarrista que desmaiava, ofereci vinho ao público e fiz um intervalo na plateia para fumar um cigarro porque ninguém é de ferro. houveram outras coisinhas, mas, na maior parte do tempo, fiquei num canto, sentada, fingindo que lia o anticristo do nietzsche.


ah, sim: no fim da festa, passei mal para caralho com três doses de whisky, pois não tinha comido nada depois das 3:00 da tarde daquele dia. saí carregada e esqueci de levar de volta o banquinho que minha sogra me emprestou para eu sentar no palco, durante o show. até agora não consegui reaver o bem perdido.

25.9.09

O Requiem



amanhã tem festinha de vampiros. como você pode ver, a bandinha do xuxu vai tocar primeiro. a gente (xuxu e moi) planejamos algum mise-en-scéne para o show. como a temática é vampiros, quem for doador de sangue paga meia e a banda se chama sangüínea (com trema e acento), a temática do show será... tcharam: sangue! muito criativo, não? não.

então chegue cedo porque eles serão os primeiros a tocar.
"não, eu não quero terminar com você. eu quero te matar."
lady sepulcro três dias antes de ficar menstruada

21.9.09

Feliz prima Vera

21 de setembro de 1979

nasceu, pesando dois quilos e duzentos gramas, a filha do irmão de minha mãe. a pequerrucha veio ao mundo pelas vias normais e vera foi o nome escolhido pelo pai. ah, prima vera! como era feliz aquela pobre diaba! eu tinha dois anos quando ela nasceu. mais tarde, pelo que me lembre, ria de tudo, mesmo estando sem um único dente naquela boca cheia de baba e papa. cresceu saudável e bela. aprendeu a andar e, por descuido da avó, morreu atropelada por um caminhão enquanto atravessava a rua em busca da mãe que estava na outra calçada. ah, infeliz prima vera!

enxugue suas lágrimas. nunca tive uma prima vera que morreu de forma trágica. este post existe unicamente para falar que eu odeio a primavera goiana e seu calor infernal.

para o diabo com a primavera!!!

18.9.09

Mate-me, por favor

começou o calor intenso e, com ele, o suor, seguido de alergia (coceira mesmo). sou alérgica a mim mesma. será que alguém já morreu de tanto se coçar? talvez alguém já se matou para escapar de uma coceira intensa.


pois é. decidi ir para são paulo fazer um curos de dublagem. o xuxu vai comigo para fazer um curso de cinema 3d. vou passar de seis meses a um ano dividindo tudo com ele: desde o quartinho da pensão até o miojo no jantar. já copmecei meu treinamento de culinária de guerrilha no larica total.

agora, com licença que eu tenho que ir ali estrangular um gato que não para de gritar no meu ouvido.

11.9.09

no msn

ele: você vai fazer o durso de dublagem em são paulo ou no rio?

eu: em são paulo. não quero morar num lugar beira-mar. eu odeio essa cultura praiana. no rio, se alguém for soltar um pum, tem que fazer isso com a bunda virada para praia só para sentir a maresia intimamente.

ele: você vai gostar de são paulo.

eu: muito asfalto, poluição...

ele: aqueles engarrafamentos interminaveis...

eu: e quando estivermos em sampa, no dia do meio-ambiente, a gente vai sair, fazer uma trilha asfaltada e depois dar dois passos na terra seca para plantar uma muda de árvore que vai morrer de sede mais tarde porque nenhum paulistano vai se lembrar de jogar água na coitada depois do dia do meio-ambiente.

ele: isso se ela não morrer numa enchente.

9.9.09

Just dance

um contito para las criancitas:

Merda! Olhei o relógio, mas não soube que horas eram. Meu relógio de pulso marcava 8:30 desde as 9:00 da noite anterior. Virei para o lado, no sofá, e meu namorado continuava dormindo. Não estava a fim de beber mais e só tinha dado um tiro naquela noite. Até tinha uma grana que roubei da carteira da bela adormecida para comprar mais pó, mas foi impossível encontrar um vendedor de sonhos numa madrugada de segunda de 7 de Setembro. E eu nem sabia que horas eram.

Tentei acordar o namorado sem sucesso. TÉDIO! Já tinha bebido o bastante, rebolado a bunda ao som de Marilyn Manson e Lady Gaga, pensado em suicídio e dispensado um chato que queria me comer a qualquer custo e apesar de minhas lágrimas. Encontrei uma bibliazinha e me ocupei de queimar algumas páginas do Apocalipse com um cigarro que acendi depois que o achei em cima do PC. Decidi analisar o lugar. Metade das pessoas tinha ido embora e a outra metade havia sumido.

Dois pares de sofá que não combinavam entre si e um tapete sujo faziam de parte do cômodo uma saleta de TV. Um computador ligado a um som alto passava o mesmo playlist pela terceira ou quarta vez. Um aquário vazio de dois metros e meio, sei lá, não sou boa para medir espaços ou tempo, ficava no chão sob uma bancada que separava o terço final da sala, onde ficava uma mesa grande com muitas cadeiras. O que se destacava naquela sala não era o tapete sujo ou um monte de quadros feios na parede, nem meu namorado que roncava belamente no sofá. Sobre a bancada, uma escultura pesada, do tamanho do meu braço, mostrava um casal, em posição de missionário, fazendo sexo num vermelho vigoroso e brilhante. Fiquei imaginando que tipo de gente, além de donos de bordéis e psicólogos, manteria uma escultura daquelas na sua sala de jantar.

Não pude continuar minhas reflexões porque um entra e sai de pessoas num quarto ao lado chamou minha atenção. “Devem estar cheirando lá dentro e não me chamaram.” Empurrei a porta emperrada e entrei sem convite ou licença. O quarto não estava completamente escuro e, aos poucos, entendi que havia muita gente sem roupa por ali e nenhum pó. Enquanto não decidia se ficava ou saía, fui gentilmente jogada na cama.

Dei de cara com um amigo do meu namorado. Fiquei tão feliz por ver um rosto conhecido que o segurei entre minhas mãos e beijei sua boca. Deitei ao lado de uma garota que estava só de calcinha e reclamava dos peitos de silicone de alguém que já havia deixado o quarto. Passei a mão gelada nos peitos naturais da menina deitada. Ela continuou falando mal da outra e milhares de mãos, vindas de não sei onde, tiraram minhas botas, minha calça, minha roupa. Restou uma meia no meu pé direito, mas ela foi logo arrancada: não houve tempo ou vontade para resistências.

Uma pessoa me beijou e eu retribuí. Não conseguia parar de pensar nas minhas pernas que não depilava há mais de um mês. Comecei a acariciar um cara que tinha piercing nos mamilos e um pau pequeno e mole. Finalmente me deitei de costas e deixei que outras milhares de mãos, bocas e línguas deslizassem pelo meu corpo a revelia. Senti um peso sobre mim, abri os olhos e distingui o rosto amigo ir e vir. Já quase não pensava sobre o estado hirsuto das minhas pernas ou da minha vulva.

Dirigi o olhar para o lado e vi a dona da casa sentada sobre o cara de pau mole. Como nenhum dos dois parecia disposto a usar o pequenino, iniciei um trabalho manual na anfitriã apreciadora de arte. Ela estava sem pelos e o acesso era fácil, mas eu não sabia exatamente o que fazer. Massageei o clitóris, depois enfiei um ou dois dedos, porém ela insistia em conversar com o gayzinho embaixo dela. Nunca tinha masturbado uma vagina que não fosse a minha. Desisti da empreitada e procurei um órgão genital que fosse mais fácil de manusear. Encontrei um pênis bastante grande se comparado ao tamanho do carinha (outro amigo do meu namorado).

Dispensei o cara em cima de mim e me virei de lado para sentir o gosto daquele cacete. Ao mesmo tempo resolveram sentir o gosto da minha chavasca. Virei a cabeça e vi parcialmente o rosto do rapaz que eu conhecia. Me pareceu prazeroso estar entre amigos. o primeiro me comeu mais um pouco até ser arrancado por outras pessoas de dentro de mim. Na cama, só restavam eu e o outro cara. O resto do pessoal empenhava-se em se distrair na escuridão do quarto. O pauzão se sentou na cama e eu me sentei nele até ele ficar mole.

Para mim, aquela obscenidade já deu o que tinha que dar. Procurei minhas roupas e encontrei minhas botas montaria. Coloquei o soutien, a calça e a blusa, mas a calcinha era impossível de se achar. Calcei uma das botas sem meia e, antes de sair daquela putaria, me passaram minha peça que faltava. Dei um longo beijo ao mesmo tempo nos meus dois novos amigos íntimos e saí com a calcinha na mão.

Wish I could shut my playboy mouth
How'd I turn my shirt inside out? (Inside out right)
Control your poison babe, roses have thorns they say*


O mesmo playlist rolava alto e o namorado continuava dormindo no sofá. Me sentei ao lado dele e tentei acordá-lo. Joguei a calcinha preta dentro da minha bolsa e fiquei imaginando se devia contar ou não o que eu havia feito naquela noite. Chequei o relógio mais uma vez. Merda! Ainda eram 8:30.



*(Queria conseguir fechar minha boca de playboy / Como eu virei minha blusa do avesso? / Controle seu veneno, querido, dizem que as rosas têm espinhos)



"ninguém quer ser gandula numa plataforma petrolífera."
lady sepulcro

1.9.09

eu: acabei de fazer uma prova na facu.
ele: mas você não trancou a matrícula?
eu: tranquei, mas era uma prova que estava faltando para completar o semestre passado.
ele: foi fácil?
eu: sim. fizeram perguntas do tipo: por que a internet e as novas tecnologias são importantes na construção da identidade?
ele: sei que a impressora e o corel draw são importantes para a contrução da identidade falsa, mas a internet eu não sei o que tem a ver...