"Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança." (Corintios 13-11)

bom, como ainda não me tornei um homem, acho que me continua sendo permitido fazer coisas de criança, como fingir que sou uma fada, encarnar dragões e me fantasiar de enfermeira.

sábado, a banda do meu xuxu (sangüínea - com trema e acento agudo) tocou num
evento organizado por jogadores de um rpg. a temática era vampírica e fizeram um evento cheio de classe e elegância. confesso que tenho inveja do meu xuxu. a sua sorte é que, ao invés de tentar sabota-lo para ve-lo fracassar e, assim, aumentar artificialmente minha autoestima, tento me incluir nos projetos dele.
então, desta vez, o obriguei (ele pensa que foi apenas uma sugestão) a me incluir em sua apresentação musical sem cantar ou tocar um instrumento sequer. daí nasceu:
A ENFERMEIRA

criei um visual cênico, com hastes de hospital, jarros e tubos de sangue falso, além de máscaras que nada têm a ver com a gripe suina. durante o show do sangüínea, medi o pulso do baixista, segurei o guitarrista que desmaiava, ofereci vinho ao público e fiz um intervalo na plateia para fumar um cigarro porque ninguém é de ferro. houveram outras coisinhas, mas, na maior parte do tempo, fiquei num canto, sentada, fingindo que lia o anticristo do nietzsche.

ah, sim: no fim da festa, passei mal para caralho com três doses de
whisky, pois não tinha comido nada depois das 3:00 da tarde daquele dia. saí carregada e esqueci de levar de volta o banquinho que minha sogra me emprestou para eu sentar no palco, durante o show. até agora não consegui reaver o bem perdido.
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