
mãe: preciso de uma agenda.
eu: vá à papelaria e compre.
mãe: mas tem que ser uma que tenha somente a letra "w".
eu: por quê?
mãe: quero uma agenda apenas para anotar endereços de sites.
gosto de doces e gatinhos. se você não gosta de nada disso, vá embora!
Dez bandas de diversos estilos musicais disputam o título de campeão da segunda edição do Goiânia Rock ‘n Goal. O campeonato, idealizado pelo guitarrista Mauro Ledo e pelo baterista Fred Mika, acontece entre os meses de outubro e novembro no mini-campo que fica nos fundos do estúdio Music Hall, localizado no setor Sul.
A disputa goiana foi inspirada no campeonato MTV Rockgol que é promovido anualmente pela MTV Brasil desde
O embrião do Gyn Rock ‘n Goal – como também é conhecido - foi disputado de 2005, mas não deu muito certo e a primeira edição do campeonato, com regras e diretrizes definidas, só aconteceu em abril deste ano. O principal objetivo do evento é unir bandas que não costumam interagir nos festivais goianos de música por pertencerem a estilos muito diferentes. “A coisa mais importante é que o campeonato possibilita a confraternização independente do estilo musical”, afirma Mika. Indie, punk, hard, rock e até sertanejo são representados neste campeonato sem qualquer pretensão esportiva.
A organização driblou a inexistência de patrocinadores cobrando a taxa de 1 real de cada jogador para a manutenção do campinho e a compra de bolas. Aliás, essas são um problema no campeonato. Pelo fato do gramado ser protegido por muros não muito altos, é preciso parar o cronômetro sempre que a bola, que custa 50 reais, voa para casa do vizinho. Umas chegam a se rasgar nos pregos do muro enquanto outras nunca são recuperadas. Alguns jogadores tentarem instituir a penalidade máxima para quem tiver a infelicidade de chutar a pelota por cima do muro, mas a arbitragem, feita por Mauro e Mika, acredita não ser preciso mudar as regras do jogo por isso.
A semi-final e a final, disputadas pelas bandas Yglu, Sunroad, Wollongas e pela combinação Spunk/Señores, acontecerão no dia 26 de novembro. O último lugar foi ocupado pelo Lake que conseguiu apenas um ponto em quatro jogos. Para a terceira edição em abril do ano que vem, Mika pretende convidar um árbitro aposentado da Confederação Brasileira de Futebol – CBF. Vale lembrar que o baterista, que joga por sua banda de hard rock Sunroad, teve a ajuda de jogadores da On-Fire para se tornar campeão da primeira edição.
O Gyn Rock ‘n Goal 2007 pode ter 15 bandas convidadas e se transformar em um evento beneficente. A organização também pretende obter o patrocínio de lojas de artigos esportivos e ter, como premiação, a apresentação das quatro bandas finalistas, porém nada está definido ainda.
dinheiro, dinheiro, dinheiro.
não, o espírito do senhor sirigueijo não baixou em mim. preciso de grana urgentemente! estou disposta até a vender minha alma, mas o diabo não aprece nem se eu falar nele o dia inteiro.
se a alma está tão desvalorizada, já começo a pensar em vender o corpo. nada de capitalização de órgãos – ainda preciso de tosos eles. estou falando de sexo. prostituição mesmo, mas não gosto disso tanto assim. além disso, meu namorado não me parece tão disposto a me pagar bem por isso.
trabalhar... ah! eu não estou tão desesperada. melhor ir ali sacrificar uma virgem e rezar para o tinhoso aparecer com uma maleta bem grande.
como hoje tenho consulta com minha psicologista, resolvi olhar, ontem, meus boletins escolares para confirmar minha suspeita que há um padrão decrescente nas minhas notas ao longo do ano letivo. fuçando em caixas velhas e lembranças de infância, não encontrei todos os boletins que queria ver, mas encontrei o primeiríssimo exame que passei em minha vida.
aqui vai a reprodução dele:
----- LABORATÓRIO ALBERT SABIN LTDA. -----
Analises e Pesquisas Clínicas
Av. Araguaia, 146 – Centro – Goiânia – Goiás
______________________________________________________
Nome: Maria das Graças P. N.º
Clínica do Dr.: João H. Pinheiro
Material: Urina.
Exame: Planoteste.
R E S U L T A D O
Planoteste.......................Positivo.
Goiânia, 22 de outubro de 19 76
M O D. S/6
Argumento para curta de animação
Argumento original: Januário Leal e Lady Sepulcro
Texto: Lady Sepulcro
Gaia também é um ser vivo, um organismo complexo que requer cuidados especiais, pois de seu bom funcionamento depende um número infinito de outras vidas.
Apesar da harmonia ter imperado nos primeiros 4,48 bilhões de anos de existência terrestre, nos últimos 25 mil anos esta harmonia vem sendo abalada. Além disso, a destruição tem se agravado tanto neste último século que os guardiões decidiram que é necessária outra intervenção, porém de caráter radical e odioso.
Novamente acontece o indesejado. Mais uma vez, a espécie favorita dos Criadores, a qual foi mais amada e assistida e que recebeu a dádiva máxima de todos os seres, a inteligência, falha. Durante inúmeras experiências, em inúmeros planetas, os Criadores tentaram a colonização através dessa espécie. Porém, apesar do aperfeiçoamento feito, experiência após experiência, esta forma de vida dita inteligente sempre acaba exterminando-se ao destruir completamente o ecossistema em que vive. Mais uma vez a decepção para os guardiões, que depositaram nesta derradeira experiência grandes esperanças de sucesso. Esperanças alimentadas por civilizações altamente harmônicas em relação ao seu meio, como as antigas tribos da América, os Maias, Incas, Astecas... Mas não foi possível estancar toda ganância inerente à espécie. Incrivelmente esta característica parece estar intrinsecamente ligada aos genes responsáveis pela inteligência.
Gaia está doente, ela foi infectada pela pior das pestes, a peste que tem como agente causador o Homo sapiens. O estado terminal de Gaia pede por ações imediatas, não há tempo para hesitações. Cada segundo em que a espécie humana permanece viva significa mais um passo dado em direção ao colapso do bioma. Os guardiões decidem finalmente exterminar a Homo sapiens. Essa espécie virulenta que não atingiu o seu objetivo: o de viver harmoniosamente sem abalar profundamente a homeostase do planeta.
O processo de extermíneo é inicializado. Após todos os procedimentos primários feitos, o único procedimento restante para exterminar definitivamente a humanidade é apertar um simples botão e então o processo de assepsia biológica será iniciado. Antes de apertar o indesejado botão, os Criadores sintonizam seus monitores em sua indefesa Gaia.
Encarando a tela, uma mistura de horror e culpa os invade. Sozinhos, os homens já haviam desencadeado um diferente processo de extermínio. A III Guerra Mundial chega, então, ao seu fim com milhares de explosões em forma de cogumelos, que cobrem a superfície da Terra com ondas de calor e provocam um espetáculo de proporções dantescas. Não há mais nada que se possa fazer. Nenhum ecossistema resta sobre aquela superfície agonizante, apenas vidas que não resistirão por muito tempo. Os Criadores, atônitos, fitam os monitores que tiveram o sinal interrompido. Naquela sala, permanecem apenas o criador, a lembrança de sua criatura e a eterna angústia da criação.
quarta, depois da peça, fui para casa do xuxu dormir com ele. ele (ainda) mora na casa dos pais e, em seu quarto, há apenas uma cama de solteiro. como ali não nos cabe de uma forma confortável, costumo colocar um colchão ao lado de sua cama para, quando me enjoar de dormir abraçadinha, rolar para cima da caminha improvisada.
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ontem, fiz a segunda e última apresentação de fim de ano do núcleo de dança simone magalhães. é costume das academias de dança de goiânia fazerem pelo menos um espetáculo mostrando aos pais financiadores como seus pimpolhos estão se saindo na adorável arte da dança. para não deixar os mantenedores e convidados muito entediados e para dar um ar de unidade em toda apresentação, é comum se fazer uma micro peça teatral entre umas coreografias e outras.
neste ano, fiz minha décima primeira participação anual como atriz convidada da academia da simone. meu papel era o de mushu, o dragãozinho do desenho disneyano mulan. o figurino ficou divino. uma máscara enorme feita de isopor e tecido e um corpo de espuma revestido também por tecido. um inconveniente era o calor. a única entrada e saída de ar que existia na roupa do mushu era a gola. em cena, apenas mulan, que foi interpretado por uma garota adorável que faz artes cênicas na ufg, e o mushu.
na peça, haviam algumas cenas que eram feitas no camarote do teatro goiânia. umas duas coreografias antes da hora determinada, fui para o dito cujo. subi as escadas o mais rápido permitido pelo meu figurino, passando pela entrada da platéia superior e tentando não ser vista por ela.
no camarote, enquanto aguardava o momento combinado, decorava o texto que ainda não estava totalmente enterrado em minha cabeça de dragão preguiçoso. Como demorava um pouco, esqueci o texto e comecei a imaginar se, se eu desse um pum, o cheiro ficaria impregnado na roupa ou se sairia todo pela gola. estando sozinha, resolvi fazer a experiência. soltei um e não senti nada. alguns segundos mais tarde, toquei a corneta pela segunda vez e, para fazer o ar circular pela roupa, comecei a bater na bunda e a balançar a espuma.
por acaso, olhei para trás e dei de cara com um moleque olhando bem na minha cara. ai, que vergonha! o bichinho deve ter me visto subir a escada e me seguiu para ver o que eu faria. eu não sabia onde me enfiava. será que ele ouviu alguma coisa? pior: será que ele sentiu alguma coisa? eu não senti nada, mas o barulho que eu fiz foi bem grande.
sem mais opções, enfiei a máscara do mushu na cabeça e fiz minha cena. depois, ainda pedi para o pirralho pegar meu texto que estava no chão, pois me era impossível fazer qualquer coisa com uma luva enorme de espuma com apenas três dedos. fazer o quê? artista não pode ter vergonha, não, bem!
minha facu fica longe de minha casa. não tão longe que não dê para ir de ônibus ou de carro. o problema é que ela fica longe em um lugar meio nem lá, nem cá. minha mãe noiou com isso e decidiu que eu deveria ir e voltar de van. então, de segunda a sexta, saio de casa às 6:30 da tarde, entro na van e só volto às 11:00 da noite, quando essa mesma van me deixa na porta de casa.
na van, eu não vou sozinha, como de carro, e nem vou com desconhecidos que, no ônibus, agradavelmente me ignoram e eu retribuo o favor os ignorando também. tenho colegas de van. colegas que gostam de se sociabilizar. como na maioria dos rendez-vous sociais, essa sociabilização envolve comida. já saímos para comer pizza e, ontem, paramos em um pit-dog para comer x-salada.
pedimos, comemos e eu fiz as contas e a coleta do dinheiro. gosto de fazer isso para, além de ter uma micro-sensação de controle, mostrar o quanto sou boa de matemática proto-financeira. pedimos a conta e eu fui pagar direto no caixa porque tínhamos pressa. com o dinheiro contado na mão, a moça do caixa me deu um número menor do que eu havia calculado. minha vaidade mental se sentiu ferida e eu quis provar que suas contas e não as minhas estavam erradas. logo, minhas colegas de van estavam ao meu lado tentando entender a confusão numérica e prontas para contribuir com informações que logo sanassem o problema.
problema que foi logo extinguido - na visão delas - tão logo souberam que eu queria pagar mais do que me era cobrado. “considere desconto!” viraram as costas e foram para a van. com um pouco de esforço, descobri que o garçom se esquecera de cobrar o refrigerante dois litros, paguei os três e oitenta que faltavam e tomei meu assento na van para voltar para casa.
me senti anormalmente surpresa com a solução simplista de minhas colegas: se a diferença é contra mim, brigue, se é a favor, sorria, diga muito obrigada e vá para casa com seu insignificante prêmio de malandro que passou a perna em otário .
no mesmo dia, mais cedo, na aula de filosofia, me queixei, em um debate, da nossa extrema falta de honestidade. sim, nossa: minha, sua e de todos que nasceram e foram criados aqui, no país do futuro. otário é quem não pega três e oitenta que a moça esqueceu de cobrar no pit-dog. idiota é quem não escorrega para a carteira um cheque de seiscentos reais em uma comissão de formatura. um completo mentecapto é aquele que não aceita calado mensalão e ainda perde mandato por não conseguir derrubar quem lhe ofereceu o dito-cujo.
vou me mudar para a finlândia e nunca mais baixo música na internet.
Nestes últimos anos, o Centro de Goiânia tem presenciado um aumento considerável do número de lojas especializadas na compra e venda de roupas novas e usadas. Para se ter uma idéia, somente na quadra 109, localizada entre a Avenida Paranaíba e a rua 55, são quatro lojas sendo que a mais nova tem apenas quatro meses de existência.
A empresária Laura Carolina se apaixonou por brechós há cinco anos, quando foi contratada para trabalhar em uma loja do Centro. Antes, ela nem sabia que existiam estabelecimentos que vendiam roupas usadas. Quando decidiu ter sua própria loja, a Fashion Gyn, Laura escolheu o setor Central porque a maioria dos clientes passa por ali.
“Tem de tudo: mais simples, mais avantajados, de feirante a advogado e travesti. Quem mais compra é o povo simples que, às vezes, gosta de uma roupa que viu no shopping ou na revista, mas não tem condição de comprar, então compra no brechó porque é mais barato. Tem gente que vê a roupa na novela e vem direto para o brechó”, explica.
Para evitar a compra de peças roubadas, as proprietárias se valem de alguns métodos. As roupas novas são, em geral, compradas diretamente da ponta de estoque outras lojas. Já para as roupas usadas, é comum nunca se comprar uma única peça. Alguns brechós compram apenas acima de seis peças, enquanto outros pagam pelo montante com mais de 20.
Dona Ormezina, proprietária da Variedade Roupas, sempre pede a apresentação da identidade quando compra de fornecedores que não conhece. “As minhas fornecedoras são de longa data. A avó passa para a filha que passa para a neta o hábito de juntar as roupas em casa e depois me vender”. Um fato curioso é que a atividade dos brechós parece ser um negócio predominantemente feminino.
O Bazar da Associação Ágape, localizado na rua 70, ajuda a financiar a creche da associação que se sustenta através de doações. A vendedora e voluntária Cejane Torres diz que as roupas são doadas por outros brechós, lojas e por pessoas que trazem pessoalmente ao Bazar, além das doações conseguidas pelos voluntários que pedem de porta em porta. O volume de vendas ainda é pouco devido ao preconceito. “Muitas vezes. O cliente gosta da roupa, mas não leva por ser uma roupa usada. Tem dia que tem que rezar bastante para vender e poder pagar o passe”, lamenta Cejane. A peça mais barata da loja – uma blusinha de bebê - custa 30 centavos enquanto que a mais cara – um vestido novo – não passa de 15 reais.
Um padre e Vera Fisher
Com mais de 22 anos de existência, a Pechincha Comércio de Roupas Usadas faz mais do que comprar e vender roupas – ela também as aluga. São oferecidas roupas cafonas, de época, fantasias e figurinos para teatro e para televisão. A festa junina é a festa tradicional que possui o maior acervo na loja. Em junho, a loja retira todas as roupas comuns da exposição e se equipa apenas com trajes típicos de quadrilha. “Se alguém precisar de 1.000 roupas, a loja tem”, diz Fátima Xavier de Oliveira, vendedora e irmã da proprietária. Todas as fantasias do acervo foram confeccionadas exclusivamente para o aluguel.
Recentemente, a loja foi procurada por um padre e uma freira de uma igreja do Jardim Nova Mundo que procuravam roupas cafonas para um encontro de casais temático que seria realizado na paróquia do bairro. Entre os famosos que já passaram por ali, estão Glória Pires e seu marido, Orlando Morais, que estiveram pessoalmente na loja e alugaram roupas para eles e ainda levaram um vestido para Vera Fisher.
p.s.: se quiser saber mais sobre mim e este assunto:agora não sei... não consigo!
por quanto tempo ainda conseguirei enganar mais alguém além de mim mesma? só gostaria de fazer mais sentido e sentir menos.
eu: bom dia. estou ligando para remarcar a reunião, pois terça-feira a noite eu tenho aula e não poderei ir.
ela: reunião?
eu: é, reunião. vocês me ligaram ontem pela manhã e marcaram. tem como remarcar para algum dia de manhã ou à tarde?
ela: você sabe quem aqui da agência te ligou?
eu: ah... não me lembro. foi bem cedo e eu estava dormindo. acabei confirmando o horário porque me confundi. eu sempre sou assim logo que acordo – não me lembro de muita coisa.
ela: era um homem ou uma mulher?
eu: homem.
(...)
ele: alô?
eu: estou ligando para remarcar a reunião.
ele: reunião?! sobre o que é esta reunião?
eu: eu não sei, vocês é que sabem. vocês me ligaram ontem e marcaram comigo na terça à noite.
ele: mas você não se lembra sobre o que é?
eu: olha: eu tinha acabado de acordar quando vocês me ligaram, então não me lembro bem o que foi falado no telefonema.vocês devem saber. eu participei do concurso da elite e...
ele: elite? qual a sua altura?
eu: 1,75 m.
ele: você pode vir amanhã às 9:30 da manhã?
eu: posso, sim.
ele: sabe onde fica agência?
eu: sei. fica perto da praça da nova suíça, não é?
ele: não. fica perto do goiânia shopping.
eu: goiânia shopping?! qual o nome da agência?
ele: image models.
eu: desculpe, foi engano.
*click*
Café da Manhã
o 100 mL de leite desnatado + Cereal Matinal de fibra de trigo (All-Bran da Kellog’s ou Fiber Bran da Trio) com adocante
o Café e Suco Diet à vontade
Lanche da Manhã
o Uma Maçã Red ou uma Pêra grande
o Café e Suco Diet à vontade
Almoço
o 1 colher de Arroz
o 1 colher de Feijão
o Carne (não gordurosa) à vontade
o Verduras, folhas e legumes (com ou sem azeite) à vontade
o Café e Suco Diet à vontade
Lanche da Tarde
o Repita o café da manhã ou
o 2/3 de um Pão francês com presunto e queijo
o Café e Suco Diet à vontade
Jantar
o Uma Maçã Red ou uma Pêra grande
o Suco Diet à vontade
Lanche da noite
o 1 Lámen não cremoso que leve 450 mL de água no preparo ou
o Mingau de Aveia preparado com 100 mL de leite desnatado
o Suco Diet à vontade
Assalto Noturno à Geladeira
o Uma Maçã Red ou uma Pêra grande ou
o 1 Lámen não cremoso que leve 450 mL de água no preparo (só se tiver muita fome)
o Suco Diet à vontade
Dicas:
o Pese, tire suas medidas e anote tudo antes de iniciar a dieta e volte a fazer isto somente uma semana depois para conferir os resultados. Lembre-se de se pesar na mesma balança.
o Em hipótese alguma, coma doces.
o Sempre leve com você uma fruta bem docinha para aquelas horas que tiver vontade de comer algo fora dos horários das refeições.
o Em hipótese alguma, coma doces.
o Se gostar de chiclete, masque um sem açúcar.
o Prefira adoçante a açúcar
o Beba muita água ou, se não gostar, beba suco diet.
o Beba muito café com adoçante porque é gostoso.
Faculdades AlFa
Faculdade de Jornalismo
Filosofia – Prof. Elias
2º Período Noturno
O ser humano só começou a refletir sobre o significado da vida quando, devido a sua inteligência, não precisou pensar o tempo todo em sua própria sobrevivência.
No dia 16 de abril de 2004, escrevi em meu diário:
“(...) Pior do que se sentir triste por algo é viver em um estado de constante tédio em relação à vida. Acordar, sentir vontade de ir ao banheiro, urinar; sentir fome, comer; sentir sede, beber; sentir vontade de ir ao banheiro, defecar; sentir fome, comer; sentir sede, beber; sentir sono e dormir. Viver é isto, nada mais. É deixar nos levar por nossos impulsos naturais de sobrevivência que nos obrigam a sempre inspirar logo após expirar. O que fazemos de diferente disso serve para mascarar o quanto a vida é enfadonha e repetitiva e, mesmo com estes subterfúgios – trabalho, lazer, família, amigos; a vida continua sendo massacrada pela rotina.”
No filme “Mar Adentro” de Alejandro Amenábar, o personagem do ator Javier Bardem - Ramón Sampedro – vê sua vida reduzida a suas funções fosiológicas após sofrer um acidente que o prende a uma cama e o torna totalmente dependente de outras pessoas. Sua inteligência e sua experiência como um homem que conheceu diversas culturas ao redor do mundo permite-lhe apreciar coisas mais sofisticadas e que exigem um certo grau de erudição. Porém, o fato de o personagem não ser uma pessoa medíocre faz com que ele veja o quanto sua vida é inútil para si mesmo e um fardo para as pessoas que ama. Sua vida se resume a comer para depois ter fome, dormir para logo acordar e voltar a ter sono novamente, expirar para em seguida inspirar. Impossibilitado de resistir aos seus instintos de sobrevivência e aos cuidados de seus familiares, Rámon Sampero pede ao Estado recursos para que ele possa exercer o direito de decidir sobre a sua própria vida – ele quer uma eutanásia assistida, já que não consegue se matar sozinho.
Em minha opinião, uma vida reduzida a suas funções fisiológicas não é humana. O gato doméstico tratado com fartura e a salvo de predadores não tem a capacidade de refletir e decidir se sua vida é proveitosa ou não. Sua existência se resume a se preocupar com a próxima refeição e se proteger de inimigos imaginários que o instinto incrustiu em sua pseudo-consciência. O ser humano, sim, tem esta capacidade de reflexão e, se alguém chegar à conclusão de que a vida não tem mais significado existencial, ela tem o direito de tirar a própria vida e, até mesmo, tirar a vida de quem não possui nenhuma consciência humana e é incapaz de decidir por si só.
Music: Every day is exactly the same*
Band: Nine Inch Nails
“I believe I can see the future
Cause I repeat the same routine
I think I used to have a purpose
But then again
That might have been a dream”**
* Música: Todos os dias são exatamente iguais
Banda: Nine Inch Nails (pregos de nove polegadas usados para selar caixões antigos)
** “Eu acredito que posso prever o futuro
Pois eu repito a mesma rotina
Eu pensava ter um propósito
Mas, então, novamente
Deve ter sido apenas um sonho”
29/08/2006
dieta é uma novela. sempre se começa na segunda-feira e se quebra no final de semana. apesar de muitos acharem que não, eu também sou humana e mulher e, se a exceção confirma a regra, eu não tenho nada a ver com isso.
ontem foi sexta e eu acabei quebrando meu regime. sabe como é: sou novata na faculdade, meu pai morreu, meu namorado não me ligou à tarde – essas bobagens cotidianas que acabam nos estressando. chegue em casa às 10:45, morrendo de fome e, ao invés de comer 2/3 de pão francês com queijo, eu cometi a extravagância (preste bastante atenção) de comer um pão francês inteirinho recheado com duas fatias de queijo. e o pão ainda tinha gergelim!
assim não dá. por causa disso terei que compensar no sábado: ou eu faço uns dez abdominais ou eu fico de jejum até a hora do almoço. acho que vou na segunda opção. abdominal não dá para fazer dormindo.
eu: sabia que estou participando daquele concurso de modelos da agência elite?
ele: não! como funciona?
eu: funciona assim: quem se acha bonito se inscreve e quem vence ganha um contrato com a agência. a agência é internacional - aquela da gisele bünchuehsdhjcjsdf e tudo mais
ele: você acha que tem chance?
eu: não sei se tenho chance, só sei que estou de regime porque as outras candidatas são todas magéééééééééerrimas.
ele: você, de regime? vai malhar, sua preguiçosa!! agora, fazer regime? faz mal!!
agride a saúde!!!
eu: estou de regime porque sou preguiçosa mesmo!
ele: você já deve ter aquele estomago lindo e maravilhoso: cheio de gastrite. igual ao meu. fica sem comer...
eu: não, não é regime assim.só estou comendo porções menores, substituindo docinhos por frutas, não comendo besteiras.
ele: ah tá!
eu: mas, à noite, só como miojo e uma maçã. é a única coisa pouco calórica que eu sei cozinha.
ele: à noite como miojo ou pizza,mas porque não tenho mais opção
(...)
ele: cara, eu fico muito revoltado da mulherada de hoje! vem de fabrica se nenhum valor agregado. “não sabe fazer uma comida?” eu pergunto pra minha candidata a esposa. então vai ter que ser muito boa de cama, viu??? mas nós também estamos aprendendo. tenho um monte de amigo que está cozinhando. Eu até quero fazer um curso.
eu: é, a vida é assim: alguns são bons em fazer croquete, enquanto que outros são bons em pagar...
ele: ...
eu: croquete! pois é. quem não sabe compra pronto.
ele: é, sim.